A agropecuária brasileira cresceu 2,8% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1º de setembro. O resultado, calculado com ajuste sazonal, colocou o setor como principal destaque pelo lado da produção e ficou bem acima do desempenho da economia brasileira no período.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o avanço da agropecuária foi ainda maior, de 6,8%. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 2% nessa mesma base de comparação. Já na passagem do primeiro para o segundo trimestre, a economia brasileira avançou 0,5%, enquanto a indústria teve alta de 0,1% e os serviços cresceram 0,2%. A agropecuária, portanto, apresentou desempenho superior aos demais grandes setores.
O resultado do campo foi influenciado principalmente pelo desempenho de produtos agrícolas que tiveram aumento nas estimativas de produção e ganhos de produtividade. A produção de soja foi estimada em alta de 5,3%, enquanto a de café avançou 15,1%. Esses resultados compensaram retrações registradas em outras culturas, como o arroz, que caiu 11,3%, e o algodão, com queda de 6,7%. A produção de milho permaneceu estável, segundo os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE.
A pecuária também contribuiu para o desempenho positivo do setor. Em valores correntes, a agropecuária movimentou R$ 204,6 bilhões no segundo trimestre. O resultado ganha importância porque o calendário agrícola brasileiro costuma concentrar uma parcela relevante da colheita de soja no primeiro trimestre, período em que a atividade do campo tende a apresentar maior força.
Apesar do avanço no segundo trimestre, o ritmo acumulado em 2026 está abaixo do registrado no ano anterior. A agropecuária cresceu 3,6% no primeiro semestre deste ano, enquanto em 2025 o setor havia registrado expansão excepcional de 11,7%. A comparação, portanto, ocorre sobre uma base elevada, mas o campo continua apresentando crescimento superior ao conjunto da economia.
Considerando os quatro trimestres encerrados em junho de 2026, a agropecuária acumula expansão de 6,2%. No mesmo período, a indústria cresceu 1,4% e os serviços avançaram 1,7%. Os números reforçam o peso do setor para a atividade econômica brasileira e mostram que, mesmo diante de uma desaceleração em relação ao desempenho de 2025, o agro permanece entre os principais motores do crescimento nacional.














