A colheita do algodão em Mato Grosso alcançou 88,66% da área prevista para a safra 2025/26, segundo levantamento divulgado no início de setembro. O percentual supera o registrado no mesmo período da temporada anterior e mostra avanço acelerado das operações nas principais regiões produtoras do Estado.
O ritmo da colheita foi favorecido pelo período de tempo seco registrado nas últimas semanas. Com menor ocorrência de chuvas, as máquinas conseguiram avançar pelas lavouras e ampliar a área já colhida. Em algumas propriedades, a produtividade chegou a 400 arrobas por hectare, conforme os dados apresentados na reportagem de referência.
Apesar do avanço, os produtores passaram a acompanhar com maior atenção a previsão de mudança nas condições climáticas. O retorno das chuvas pode reduzir a janela disponível para a entrada das máquinas nas áreas ainda não colhidas e aumentar os cuidados com o algodão que permanece no campo.
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para setembro aponta possibilidade de chuvas acima da média histórica em áreas do Centro-Oeste. A mudança no padrão climático ocorre justamente em um momento decisivo para a conclusão da colheita do algodão em Mato Grosso.
O cenário exige planejamento das operações, principalmente nas propriedades que ainda possuem áreas significativas a serem colhidas. O excesso de umidade pode dificultar o deslocamento das máquinas e interferir no processo de retirada e armazenamento da produção.
O acompanhamento realizado pelos órgãos meteorológicos mostra que o algodão está predominantemente nas fases de abertura dos capulhos e colheita no Centro-Oeste. A condição de tempo seco registrada anteriormente ampliou a janela para as atividades agrícolas e contribuiu para o avanço das máquinas.
Mato Grosso possui posição de destaque na produção nacional de algodão e concentra uma parcela significativa das áreas cultivadas no país. O desempenho da cultura tem impacto direto sobre a economia estadual, envolvendo produtores rurais, beneficiadoras, transportadoras, indústrias e toda a cadeia ligada à fibra.
O avanço para 88,66% representa, portanto, uma etapa próxima da conclusão dos trabalhos no campo. Mesmo assim, o percentual ainda deixa uma parcela da área cultivada pendente de colheita, justamente no período em que as condições meteorológicas começam a mudar.
Além do volume produzido, a qualidade da fibra é um dos pontos acompanhados pelos produtores durante a fase final da colheita. A ocorrência de chuvas em áreas próximas da retirada dos capulhos pode aumentar a preocupação com a conservação da produção e exigir ajustes na programação das operações.
O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mantém o acompanhamento dos principais indicadores da cadeia do algodão em Mato Grosso, incluindo colheita, comercialização, produtividade e preços. Esses dados são utilizados pelo setor para avaliar o desempenho da safra e as condições de mercado.














