Oito acusados irão a júri por tortura e morte de jovem em MT

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A Justiça de Mato Grosso determinou que oito acusados pela morte de Leandro Fagundes Luiz sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão, proferida pela Vara Única de Alto Taquari, atende a pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e foi divulgada em 8 de setembro de 2026. O crime ocorreu em 28 de março de 2025, no município localizado a cerca de 480 quilômetros de Cuiabá.

Foram pronunciados Jeanderson Alves da Silva, André Júnior Rosa de Oliveira, Paulo Henrique Freitas Lopes, Ranniê Martins Corrêa, Ryan Crhistian Rodrigues de Souza, Jefferson Lima Pereira, Carlos Andriel Ferreira Bastos e Monis Kleia Carmo da Silva. Eles respondem por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver, corrupção de menores e integração de organização criminosa.

De acordo com a denúncia do MPMT, Leandro saiu de casa na manhã de 28 de março de 2025 para realizar um saque bancário em nome da avó e não retornou. As investigações apontaram que ele teria sido capturado e levado para uma residência abandonada nas proximidades do Lago Municipal de Alto Taquari, onde teria sido submetido a um chamado “tribunal do crime”. A acusação aponta que o episódio teria sido motivado por uma ocorrência anterior envolvendo a vítima e uma adolescente.

Segundo os autos, parte dos acusados teria participado diretamente da ação, enquanto outros integrantes teriam acompanhado ou comandado os atos por videochamada, de dentro de uma unidade prisional em Rondonópolis. A vítima teria sido submetida a agressões prolongadas com instrumentos contundentes antes de ser morta. Apesar das buscas e das investigações, o corpo de Leandro ainda não foi localizado.

Na decisão de pronúncia, o juízo considerou que a ausência do cadáver não impede o reconhecimento da materialidade do crime diante dos demais elementos reunidos no processo. Entre as provas mencionadas estão mensagens extraídas de aparelhos celulares apreendidos, depoimentos de investigadores e reconhecimentos fotográficos. A Justiça também manteve as qualificadoras atribuídas ao homicídio, deixando para o Conselho de Sentença a análise definitiva dessas circunstâncias.

A denúncia afirma ainda que uma das acusadas, mãe de uma adolescente relacionada ao episódio que antecedeu o crime, teria procurado uma liderança da organização criminosa para pedir uma punição contra Leandro. Posteriormente, segundo o Ministério Público, ela teria recebido e assistido a um vídeo da execução.

Com a decisão, os oito acusados permanecem presos preventivamente e o processo entra na etapa preparatória para o Tribunal do Júri. A data do julgamento ainda deverá ser definida pela Justiça após o cumprimento dos procedimentos processuais e o encerramento dos prazos relacionados à decisão de pronúncia.

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