Lionel Messi anunciou na segunda-feira (31) o fim de sua trajetória pela seleção argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 confirmou a decisão em uma mensagem publicada nas redes sociais e encerrou um ciclo de 21 anos com a equipe nacional. A despedida acontece semanas depois de a Argentina perder por 1 a 0 para a Espanha, na prorrogação, na final da Copa do Mundo de 2026.
Messi estreou pela seleção principal em 2005 e construiu uma das trajetórias mais vitoriosas da história do futebol argentino. Ao longo do período, disputou 207 partidas e marcou 125 gols, tornando-se o jogador com mais jogos e o maior artilheiro da história da equipe. A passagem também foi marcada pela conquista de quatro títulos pela seleção principal.
O primeiro grande título de Messi com a equipe principal veio na Copa América de 2021. No ano seguinte, a Argentina conquistou a Finalíssima e a Copa do Mundo de 2022, no Catar. Em 2024, Messi voltou a levantar a Copa América. Antes disso, nas categorias de base, havia conquistado o Mundial Sub-20 de 2005 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
A relação de Messi com a seleção também teve momentos de frustração. O atacante perdeu as finais da Copa do Mundo de 2014 e das Copas América de 2015 e 2016. Após a derrota para o Chile na decisão de 2016, chegou a anunciar sua aposentadoria da seleção, mas voltou atrás e permaneceu na equipe para construir a fase mais vitoriosa de sua carreira internacional.
A decisão definitiva veio após a Copa do Mundo de 2026. Messi chegou novamente à final com a Argentina, mas a equipe foi derrotada pela Espanha por 1 a 0 na prorrogação. Segundo as informações divulgadas sobre a despedida, o jogador já havia escrito sua mensagem de adeus em 21 de julho, dois dias depois da decisão, e posteriormente confirmou que estava convencido de que era o momento certo para deixar a seleção.
Messi encerra sua passagem pela Argentina como campeão mundial, bicampeão da Copa América e dono de recordes históricos pela equipe. Apesar da saída da seleção, ele continua sua carreira em clubes. O fim do ciclo internacional representa uma das maiores mudanças do futebol argentino após mais de duas décadas com o principal jogador do país como referência da equipe.










