TJMT lança campanha para combater golpes de falsos juízes e advogados

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) lançou a campanha institucional “Não Caia em Golpes”, acompanhada de uma cartilha digital interativa para orientar a população sobre fraudes praticadas por criminosos que se passam por juízes, advogados, defensores e servidores públicos. A iniciativa foi divulgada nesta sexta-feira, 28 de agosto de 2026, e confirmada pelo próprio TJMT em publicação oficial neste sábado (29).

A campanha foi idealizada pela juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), após a identificação do aumento de tentativas do chamado “golpe do falso juiz”. A mobilização conta com a participação da OAB-MT, Defensoria Pública, Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar, em uma atuação conjunta para alertar a sociedade sobre as estratégias utilizadas pelos estelionatários.

Entre as principais orientações está o alerta de que o Judiciário não realiza cobranças por telefone ou WhatsApp. Os criminosos costumam utilizar informações relacionadas a processos reais para dar aparência de legitimidade às abordagens e, posteriormente, solicitar pagamentos de supostas taxas ou valores necessários para liberar dinheiro ou solucionar questões judiciais. A recomendação é que qualquer pedido de pagamento seja conferido diretamente pelos canais oficiais da instituição ou do profissional envolvido.

A preocupação com esse tipo de crime acompanha o avanço das fraudes eletrônicas no país. Segundo dados citados na divulgação da campanha, Mato Grosso registrou 35.926 casos de estelionato e estelionato eletrônico em 2025, enquanto o Brasil contabilizou mais de 2,2 milhões de registros. O TJMT mantém campanhas de orientação sobre o tema e já havia alertado anteriormente para golpes envolvendo falsos advogados, processos judiciais e supostas liberações de valores.

Com a nova campanha, as instituições de Mato Grosso pretendem ampliar a prevenção e facilitar a identificação das tentativas de fraude. A cartilha digital reúne orientações para que vítimas e possíveis vítimas reconheçam abordagens suspeitas e evitem transferir dinheiro antes de confirmar a identidade de quem fez o contato e a existência da cobrança. A recomendação central permanece a mesma: diante de uma solicitação inesperada relacionada à Justiça, é necessário interromper o contato e procurar os canais oficiais antes de realizar qualquer pagamento.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui