Batalhão Ambiental fecha dois garimpos e apreende máquinas em Novo Mundo

O Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) desativou duas áreas utilizadas para garimpo ilegal na zona rural de Novo Mundo, no norte de Mato Grosso. A ação ocorreu na quinta-feira, 27 de agosto de 2026, na região conhecida como Gleba Divisa, após uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Durante a fiscalização, os policiais encontraram duas áreas distintas destinadas à exploração mineral. Em um dos locais havia uma escavadeira hidráulica e, às margens do Rio Ribeirão, foi localizada uma balsa equipada com sistema de sucção. Os equipamentos foram apreendidos pelas equipes durante a operação.

Uma das estruturas utilizadas no garimpo estava instalada em Área de Preservação Permanente (APP). No local, os policiais constataram o lançamento de rejeitos e sedimentos diretamente no curso do Rio Ribeirão, situação que representa impacto ambiental sobre o recurso hídrico. A atividade identificada não possuía autorização para funcionar.

Além das máquinas utilizadas na exploração mineral, os policiais apreenderam uma arma de fogo e munições durante a ação. A operação contou com o apoio da Força Tática de Nova Mutum e do 10º Batalhão da Polícia Militar, que atuaram junto ao Batalhão Ambiental na fiscalização da área indicada na denúncia.

A região de Novo Mundo já havia sido alvo de outra ação contra atividades ilegais relacionadas à exploração mineral neste ano. Em junho, o Batalhão Ambiental fechou uma área onde havia exploração mineral e desmatamento. Na ocasião, o proprietário encontrado no local informou aos policiais que não possuía licença ambiental e que havia adquirido a área por meio de arrendamento.

A nova fiscalização reforça a atuação das forças de segurança contra atividades de mineração realizadas sem autorização e que provocam danos ambientais. A identificação das duas áreas de exploração na Gleba Divisa também deverá contribuir para o levantamento das responsabilidades relacionadas às estruturas encontradas e aos impactos provocados no Rio Ribeirão.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui