Uma coluna publicada pelo site A Bronca Popular nesta segunda-feira (17 de agosto de 2026) repercutiu a presença de políticos durante um culto de gratidão pelos 21 anos da IBN Shalom, em Alta Floresta. O texto, assinado pela redação e publicado na seção “Bisturi”, questiona a presença conjunta de nomes que, segundo a publicação, são adversários na disputa eleitoral de 2026.
De acordo com a coluna, José Medeiros e Janaína Riva estiveram no mesmo ambiente durante a celebração. O site afirma que os dois integram chapas adversárias na disputa pelas duas vagas ao Senado por Mato Grosso nas eleições deste ano. A publicação caracteriza os cumprimentos entre os políticos como protocolares e interpreta a situação como uma aproximação motivada pelo cenário eleitoral, mas essa interpretação pertence ao autor da coluna.
O texto também cita o empresário Reinaldo Morais, chamado na publicação de “Rei do Porco”. Segundo A Bronca Popular, ele teria pedido votos para José Medeiros, Janaína Riva e Wellington Fagundes durante o evento religioso. A afirmação consta da coluna, mas não foi possível localizar, até o momento, uma fonte oficial ou registro independente que permita confirmar a fala com segurança.
A publicação questiona ainda a utilização de um evento religioso como espaço para manifestações políticas em período pré-eleitoral. O autor sustenta que a igreja deveria permanecer como espaço de fé e não ser utilizada como instrumento de campanha. Essa é a posição editorial expressa pela coluna e não uma conclusão de autoridade eleitoral ou religiosa.
O contexto político ajuda a explicar a atenção dada ao encontro. José Medeiros e Wellington Fagundes já protagonizaram disputas políticas envolvendo a formação de palanques em Mato Grosso. Em 2022, por exemplo, Medeiros declarou que não participaria de um evento organizado por Reinaldo Morais por considerá-lo um ato relacionado à candidatura de Fagundes ao Senado. Na ocasião, Medeiros afirmou que, como também era pré-candidato ao Senado, sua participação seria constrangedora.
A publicação atual, entretanto, não apresenta documentos, declarações dos políticos ou manifestação da igreja que comprovem que o culto tenha sido organizado com finalidade eleitoral. Dessa forma, a informação mais segura é registrar que o encontro ocorreu e que a presença dos políticos foi interpretada pela coluna como um episódio de aproximação eleitoral.
O caso ganha relevância porque ocorre em agosto de 2026, em meio à movimentação política para as eleições deste ano. Ainda assim, eventual pedido explícito de voto, propaganda eleitoral ou utilização irregular de espaço religioso precisa ser analisado à luz das regras eleitorais e, quando houver denúncia formal, pelas autoridades competentes.














