Notas fiscais ligam Flávio Bolsonaro a empresas de Daniel Vorcaro

Novas reportagens publicadas na imprensa, envolvem o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e revelam que o escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do qual ele é o único sócio, emitiu três notas fiscais que somam R$ 1,5 milhão para empresas ligadas à estrutura empresarial do banqueiro. Segundo as publicações, duas das cobranças foram canceladas no mesmo dia, enquanto uma terceira, emitida em 9 de abril de 2025 no valor de R$ 500 mil, permanece registrada.

As informações passaram a integrar representações apresentadas por parlamentares da oposição, que defendem o aprofundamento das investigações sobre a relação entre o senador e empresas vinculadas a Vorcaro. Os documentos citam a emissão das notas fiscais e pedem que os órgãos competentes verifiquem a natureza dos serviços prestados e a regularidade das operações financeiras. Até o momento, a divulgação das notas fiscais, por si só, não constitui prova de crime ou irregularidade, e eventuais responsabilidades dependem da conclusão das investigações pelas autoridades competentes.

Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade. Em manifestação pública, o senador afirmou que os serviços advocatícios foram efetivamente contratados, que duas das notas foram canceladas por questões administrativas e que não mantém relação empresarial com Daniel Vorcaro além da prestação de serviços jurídicos. O parlamentar também declarou que as acusações têm motivação política e fazem parte de uma tentativa de desgastar sua imagem durante o período pré-eleitoral.

O episódio ocorre enquanto continuam as investigações relacionadas ao Banco Master e à atuação de Daniel Vorcaro. Paralelamente, outros fatos envolvendo a família Bolsonaro permanecem sob debate público, entre eles o financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e contatos entre integrantes da família e o empresário. As novas reportagens reforçam a atenção sobre as conexões financeiras investigadas, mas a apuração oficial segue em andamento e ainda não houve decisão judicial que atribua responsabilidade criminal a Flávio Bolsonaro em relação às notas fiscais divulgadas.

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