13,5 milhões de crianças seguem sem vacina no primeiro ano de vida

Um relatório divulgado nesta quarta-feira (15) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelou que 13,5 milhões de crianças em todo o mundo não receberam nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida em 2025. Embora o número represente uma redução de cerca de 750 mil em relação a 2024, as agências alertam que o ritmo de recuperação ainda é insuficiente para atingir as metas globais de imunização até 2030.

De acordo com o levantamento, aproximadamente 116 milhões de bebês, o equivalente a 90% do total, receberam pelo menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP), enquanto 85% completaram o esquema de três doses. Apesar da melhora em comparação aos anos anteriores, a cobertura vacinal global ainda permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.

O relatório aponta que conflitos armados, deslocamentos forçados, pobreza, desinformação e cortes no financiamento internacional continuam sendo os principais obstáculos para ampliar a vacinação infantil. Outro fator de preocupação é o número de crianças que iniciam o esquema vacinal, mas não conseguem completar todas as doses recomendadas, permanecendo parcialmente protegidas contra doenças evitáveis.

A OMS e o Unicef destacam que nove países concentram mais da metade das chamadas crianças “dose zero”, que não receberam nenhuma vacina: Nigéria, Iêmen, República Democrática do Congo, Índia, Indonésia, Etiópia, Afeganistão, Paquistão e Angola. As organizações reforçam que ampliar o acesso à imunização é essencial para evitar surtos de doenças como sarampo, difteria e cólera, além de reduzir a mortalidade infantil em todo o mundo.

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