O Partido dos Trabalhadores (PT) definiu, na noite de terça-feira (14), uma estratégia de comunicação para explorar politicamente a decisão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Com a confirmação da sobretaxa nesta quarta-feira (15), a pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a intensificar o uso do termo “TariFlávio”, em uma tentativa de associar o episódio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo a publicação, o material foi preparado previamente porque integrantes do PT e do Palácio do Planalto consideravam praticamente certa a manutenção da tarifa. A legenda elaborou peças para três possíveis cenários: suspensão da medida, considerada “impossível”; adiamento, visto como “improvável”; e confirmação da sobretaxa, apontada como o desfecho mais provável. Com a decisão, a estratégia passou a sustentar que a investigação que resultou nas tarifas teria sido impulsionada por articulações da família Bolsonaro junto a aliados de Donald Trump nos Estados Unidos.
A ofensiva também resgata episódios anteriores envolvendo o tema. Em 2025, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu o primeiro tarifaço anunciado por Trump, afirmando que a pressão econômica poderia contribuir para uma eventual anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, a posição recebeu críticas até mesmo de aliados da direita, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o próprio senador Flávio Bolsonaro.
Em movimento paralelo, Flávio Bolsonaro encaminhou documentos às autoridades norte-americanas pedindo a suspensão da nova tarifa por 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias, além da abertura imediata de negociações caso seja eleito presidente da República. No documento, o senador argumentou que a aplicação das tarifas antes das eleições fortaleceria politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.












