A família do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) entrou na mira de uma operação deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) na manhã desta quinta-feira (9). A investigação apura um suposto esquema de fraude de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole (IRM). Entre os alvos estão o pai do parlamentar, Maurício Silva Knoploch, e a cunhada, Amanda Íthala Santos da Paschoa.
Amanda Íthala Santos da Paschoa, que atua como gestora de contratos do IRM, foi uma das seis pessoas presas durante a operação. Já Maurício Silva Knoploch, diretor de Planejamento e Projetos do instituto, era considerado foragido desde o início da ação, mas acabou sendo preso no fim da manhã desta quinta-feira. Segundo o Ministério Público, ele é apontado como um dos responsáveis por direcionar licitações dentro do órgão.
Ao todo, o MPRJ denunciou 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Além de Maurício e Amanda, também foi preso o presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê. As investigações tiveram início após uma auditoria do Governo do Estado identificar possíveis irregularidades na gestão do instituto.
A operação também trouxe à tona um episódio ocorrido em 2025, quando Maurício Silva Knoploch recebeu a Medalha Tiradentes, uma das principais honrarias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Jorge Felippe Neto (PL) em reconhecimento aos serviços prestados no Instituto Rio Metrópole. Na cerimônia, estiveram presentes o deputado Alexandre Knoploch, seu filho, além de Davi Perini Vermelho, que agora também figura entre os presos na investigação conduzida pelo Ministério Público.












