Os vereadores Dida Pires, Oslen Dias dos Santos (Tuti) e Douglas Teixeira denunciaram ao Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) supostas irregularidades envolvendo a prestação do serviço de abastecimento de água e a contratação de uma usina de energia solar em Alta Floresta. As reclamações foram apresentadas durante reunião com o presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo, realizada nesta quarta-feira (8). Na ocasião, o conselheiro garantiu que todas as denúncias serão analisadas e transformadas em procedimentos para apuração dos fatos.
Entre os principais apontamentos está a crise no abastecimento de água enfrentada pela população. Segundo os parlamentares, moradores chegaram a ficar cinco dias sem fornecimento, mesmo após sucessivos reajustes na tarifa. A justificativa apresentada pela empresa responsável foi a realização de manutenção em equipamentos. Durante o encontro, Sérgio Ricardo criticou a situação e afirmou que uma concessionária deve possuir estrutura para manter o abastecimento durante intervenções. “Deixar uma cidade cinco dias sem abastecimento é de uma incompetência fora do comum”, declarou, acrescentando que os responsáveis serão chamados para prestar esclarecimentos ao Tribunal.
Outra denúncia envolve a contratação de uma usina de energia fotovoltaica. Conforme relatado pelo vereador Dida Pires, a Prefeitura já desembolsou R$ 7,5 milhões pelo sistema, mas a usina continua sem funcionar porque o projeto adquirido não atenderia às exigências técnicas da Energisa, que teria se recusado a realizar a ligação da estrutura. O parlamentar pediu uma auditoria para verificar a execução do contrato e também apresentou questionamentos sobre despesas com transporte escolar, aquisição de livros e construção de salas modulares.
Durante a reunião, os vereadores destacaram que a Câmara Municipal possui estrutura técnica limitada para conduzir investigações mais complexas, motivo pelo qual solicitaram apoio do Tribunal de Contas. Em resposta, Sérgio Ricardo apresentou ferramentas de fiscalização utilizadas pelo TCE, como os sistemas Platão, Geobras e Radar, e reforçou que o órgão seguirá acompanhando a aplicação dos recursos públicos, mantendo as portas abertas para receber denúncias e fiscalizar possíveis irregularidades nos municípios de Mato Grosso.












