A Cooperativa de Agricultores de Santa Catarina (Coperaguas) ingressou com uma ação na Justiça contra a Agro Amazônia e a Sementes Faita, alegando prejuízos que somam cerca de R$ 11 milhões em uma suposta venda de soja contaminada. O caso tramita na 7ª Vara Cível de Cuiabá e envolve a aquisição de sementes da variedade TMG 4182, classificadas como convencionais, que teriam sido repassadas aos cooperados para o plantio em aproximadamente 2.809 hectares.
De acordo com a ação, a cooperativa sustenta que houve problemas na qualidade do produto fornecido, o que teria resultado em prejuízos financeiros significativos ao longo do ciclo produtivo. A denúncia aponta que a soja adquirida não teria atendido às condições esperadas, o que levou ao questionamento judicial sobre a responsabilidade das empresas envolvidas na comercialização das sementes.
O caso ganhou andamento recente após decisão do juiz Yale Sabo Mendes, que determinou a realização de uma perícia técnica para verificar se houve, de fato, a venda de soja contaminada e qual seria a extensão dos possíveis danos. O laudo deverá esclarecer os pontos levantados pelas partes e servir como base para os próximos desdobramentos do processo.
A ação segue em fase de instrução, sem decisão final até o momento. As empresas citadas ainda poderão apresentar suas defesas no decorrer do processo, enquanto a Justiça aguarda os resultados da perícia para avançar na análise do mérito da disputa envolvendo a cooperativa e as companhias do setor do agronegócio em Mato Grosso.












