A produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou ao centro de uma nova controvérsia após a divulgação de informações sobre um contrato firmado pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido pela empresária Karina Gama. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o instituto contratou uma empresa ligada a Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como “Baianão”, apontado por órgãos de inteligência da polícia como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa de Alex Santos nega qualquer ligação com a facção criminosa, enquanto o ICB afirma que desconhecia esse suposto vínculo.
O contrato fazia parte de um projeto para implantação de pontos de wi-fi gratuito em comunidades da capital paulista e poderia chegar a R$ 12 milhões. De acordo com a reportagem, um extrato aponta um pagamento de R$ 2 milhões à empresa subcontratada em julho de 2025. O Instituto Conhecer Brasil informou que a contratação foi baseada em critérios técnicos e que a empresa estava regular, sem impedimentos legais para participar do projeto. Já a Prefeitura de São Paulo declarou que mantém relação contratual apenas com o instituto, sem vínculo direto com a empresa subcontratada.
O caso amplia as investigações envolvendo Karina Gama e o Instituto Conhecer Brasil. A Polícia Civil de São Paulo apura possíveis irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões do programa WiFi Livre SP, firmado entre a prefeitura e o instituto. Entre as suspeitas estão fraude, falhas na execução dos serviços e possível desvio de recursos públicos, incluindo a hipótese de que parte do dinheiro tenha sido destinada à produção do filme “Dark Horse”. A defesa de Karina Gama nega qualquer irregularidade.
Além das investigações policiais, o caso também ganhou repercussão política. O Partido dos Trabalhadores (PT) informou que protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o aprofundamento das apurações sobre a produção do filme, seu financiamento e possíveis conexões com integrantes da família Bolsonaro. O partido sustenta que as suspeitas devem ser investigadas pelas autoridades competentes, enquanto os envolvidos negam as acusações e afirmam que os contratos seguiram os procedimentos legais.












