O estado de Mato Grosso passou a adotar novas diretrizes para o uso de biomassa florestal, em um movimento que redefine o abastecimento energético de grandes empreendimentos industriais. A mudança envolve especialmente projetos ligados à produção de energia e etanol de milho, setor que tem ampliado a demanda por matéria-prima no estado.
Segundo informações divulgadas em reportagem do portal The AgriBiz, o governo estadual, em conjunto com o Ministério Público de Mato Grosso, firmou um Termo de Compromisso Ambiental que estabelece a proibição do uso de biomassa oriunda de vegetação nativa em novos empreendimentos. A medida também aponta a necessidade de transição para fontes consideradas sustentáveis.
O acordo prevê que futuros projetos deverão comprovar o abastecimento exclusivamente por florestas plantadas, manejo florestal sustentável ou outras fontes permitidas pela legislação ambiental vigente. A regra também cria um cenário de adaptação para empresas já instaladas, que precisarão adequar gradualmente suas operações.
De acordo com o cronograma apresentado, haverá uma redução progressiva do uso de matéria-prima de origem nativa, com metas que avançam ao longo dos próximos anos até a eliminação completa desse tipo de insumo em determinadas atividades industriais, especialmente no setor energético.
A medida é vista como uma tentativa de conciliar a expansão do agronegócio e da indústria de biocombustíveis com a preservação ambiental, em um estado que concentra forte atividade produtiva e também intensos debates sobre desmatamento e uso de recursos naturais.













