Mato Grosso registra menor número de focos de calor em 28 anos

Mato Grosso encerrou o mês de julho de 2026 com o menor número de focos de calor para o período desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em 1998. Foram registrados 746 focos de calor, resultado que representa uma redução de 78,15% em relação à média histórica de 3.414 ocorrências para o mês e reforça os efeitos das ações preventivas desenvolvidas pelo Estado no combate às queimadas.

De acordo com os dados, aproximadamente 60% dos focos foram registrados em áreas federais, como terras indígenas e assentamentos, onde a atuação direta no combate ao fogo cabe aos órgãos do Governo Federal. Mesmo com o desempenho histórico, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso alerta que o período de estiagem continua sendo crítico e exige atenção permanente da população para evitar queimadas, principalmente diante das condições de baixa umidade do ar, altas temperaturas e ventos fortes.

As autoridades destacam que a redução dos focos de calor é resultado da combinação entre ações preventivas, monitoramento por satélite, fiscalização ambiental e campanhas de conscientização realizadas ao longo do ano. O objetivo é minimizar os impactos ambientais, proteger a biodiversidade e reduzir os prejuízos provocados pelos incêndios florestais, especialmente nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal.

Apesar do cenário positivo em julho, o monitoramento permanece reforçado. Nos primeiros dias de agosto, o INPE registrou 36 focos de calor em um único dia no estado, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros seguem atuando no combate a incêndios florestais em municípios como Canarana, Guarantã do Norte, Nova Maringá, Colniza, Paranatinga e Dom Aquino. As autoridades orientam a população a evitar o uso do fogo para limpeza de áreas e denunciar queimadas ilegais, já que os próximos meses concentram o período mais crítico da estiagem em Mato Grosso.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui