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‘Qual a diferença dos professores para os demais servidores?’ diz governador após ALMT derrubar veto de volta às aulas

Um dia após a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) derrubar o veto do governo ao projeto de lei que condicionava a volta às aulas presenciais na rede estadual de ensino à vacinação contra Covid-19 dos servidores da educação, o governador Mauro Mendes (DEM) criticou os deputados e também os servidores da educação.

Para a categoria, a imunização de todos os trabalhadores da educação contra a Covid-19 é considerada essencial para o retorno presencial das aulas.

“Não entendo a lógica dos deputados. O professor não pode trabalhar enquanto não estiver vacinado, mesmo sendo servidor. Os bombeiros, secretários e funcionários públicos estão trabalhando. Qual a diferença dos professores para os demais servidores e demais mato-grossenses que estão trabalhando?”, perguntou.

A declaração foi feita à imprensa durante um evento oficial do governo nesta quinta-feira (1º).

Com a derrubada do veto, as aulas presenciais, que estavam previstas para voltar no dia 3 de agosto, só devem voltar depois que todos os profissionais da educação forem vacinados.

“Por que não podem voltar a trabalhar se já tomaram a primeira dose? Quantos mato-grossenses estão trabalhando e não receberam a primeira dose? Eu respeito muito os professores, mas a educação precisa ser tratada como prioridade e nós estamos fazendo isso. Tem professor que não quer vacinar. Não vai voltar para a sala de aula nunca mais?”, declarou o governador.

Imunização dos servidores

Em Cuiabá, 17% dos profissionais da educação ainda não tomaram a primeira dose. Em Várzea Grande, cerca de 10%.

Os sindicatos do setor público e privado já discutem as medidas a serem adotadas para punir quem não tomar a vacina.

Mato Grosso destina 20% das vacinas que chegam para categoria.

Na rede particular de ensino em Mato Grosso há uma média de 25 mil profissionais da educação.

As aulas presencias foram retomadas desde o ano passado na educação infantil e no início deste ano de forma híbrida para as demais séries respeitando todos os protocolos de biossegurança.

Agora, com a vacinação, a expectativa é que em breve as aulas sejam todas presenciais.

Para garantir a segurança de todos, profissionais que se recusarem a tomar o imunizante, podem ser punidos.

“O sindicato recebeu 5 denúncias de recusa em Mato Grosso. Aqueles que nãos e vacinarem, a orientação e recomendação é justa causa. Acho que é um momento que tem que ter um respeito com os colegas de trabalho e bem como os que frequentam o estabelecimento de ensino”, disse Gelson Menegati, presidente sindicato das escolas particulares.

A rede pública estadual tem mais de 32 mil profissionais. O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) enviou um documento para a Secretaria de Educação (Seduc) questionando quais serão as medidas administrativas que serão adotadas para os profissionais que recusarem o imunizante.

A secretaria está fazendo um levantamento nas unidades escolares e assessorias pedagógicas solicitando o envio dos trabalhadores da educação que não tomaram a vacina, documentos e a justificativa pela atitude de não tomar a vacina.

Em Cuiabá, a meta é imunizar 17,4 mil profissionais da educação. Até o momento mais de 14,6 mil foram vacinados.

G1MT

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