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Pronto Atendimento do Hospital Regional será suspenso definitivamente a partir do dia 07 de maio

Bruno Felipe
Da reportagem

O Hospital Regional de Alta Floresta irá suspender definitivamente o Pronto Atendimento 24 horas a partir do próximo dia 07. O comunicado foi feito oficialmente pelo diretor da unidade hospitalar José Marcos, durante uma reunião na última semana, com os vereadores municipais. Durante a reunião, os legisladores demonstraram preocupação principalmente com a situação das unidades de saúde do município que necessitam de melhores estruturas, de equipamentos e principalmente medicamentos, para evitar uma sobrecarga no atendimento da população.

  Conforme o diretor, o Governo do Estado emitiu uma notificação por meio de uma portaria que se arrasta desde junho de 2017, onde determina a suspensão definitiva do atendimento 24 horas para que a unidade possa manter apenas o atendimento de urgência e emergência.

“Essa atribuição sempre esteve com o hospital porque era um hospital municipal, o hospital foi estadualizado e no programa tinha uma previsão de se abrir uma Unidade de Pronto Atendimento, ou de abrir um outro ponto de apoio para a população que tivesse algum acometimento à saúde durante o dia (…) em julho deveria ter fechado esse serviço de azul e verde, ou seja, que não precisa de hospitalização”, disse o diretor ressaltando que, vendo a dificuldade que o município tinha que implementar o serviço, eles firmaram um acordo onde o hospital faria o encaminhamento para as Unidades Básicas de Saúde.

Dos 100 pacientes atendidos por dia no Hospital, apenas 15 dão entrada em condições de internação e dos 2.500 pacientes atendidos em janeiro de 2018, apenas 31 receberam atendimento de urgência e emergência. “O hospital continuará atendendo aquilo que é de sua atribuição, as urgências e emergências serão atendidas, todos os acidentados, todos aqueles que forem encaminhados das unidades básicas de saúde o hospital vai estar pronto para atender”, disse o diretor em entrevista ao Jornal O Diário.

Outra situação apresentada por José, foi quanto a notificação do Conselho Regional de Enfermagem proibindo os profissionais enfermeiros de dispensarem pacientes, ou seja, fazer a triagem, sendo exigida a responsabilidade apenas por parte do profissional médico. “Eles vão acabar enchendo mais o hospital de coisas que poderiam ser tratados por um período menor, dentro de uma unidade mais simples, a única alternativa que sobra é não atender pessoas que estejam com esse tipo de referência”, disse.

. “Reconhecemos que o município ainda continua com dificuldade, mas essa dificuldade ela precisa ser sanada e o hospital está com o mesmo orçamento fazendo o trabalho que é para fazer hospitalização”, concluiu o diretor.

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