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Hanseníase: 116 novos casos da doença foram confirmados em 2017 em Alta Floresta

Um levantamento feito pelo Centro de Especialidades Médicas de Alta Floresta (CEM) mostrou que 116 pessoas foram diagnosticadas com Hanseníase no ano de 2017 no município, este ano, já nos primeiros dias de 2018, foi confirmado 1 caso da doença. A Hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium Leprae, ou Bacilo de Hansen, que lesiona os nervos e diminui a sensibilidade da pele. A característica principal da doença é o surgimento de manchas dormentes pelo corpo. Hanseníase tem cura, porém exige tratamento prolongado para não desencadear problemas ao paciente ou a transmissão da bactéria para indivíduos de convívio próximo.
O Centro de Hanseníase de Alta Floresta oferece atendimento especial para pessoas que possuem a doença. Atualmente, o centro é composto por uma equipe de profissionais capacitados para atender a demanda de pacientes do município. Além de assistência médica, o paciente recebe orientação psicológica para ajuda no tratamento. “O acompanhamento de psicólogo é essencial já que muitos pacientes ficam com a autoestima muito baixa devido as possíveis sequelas geradas pela doença”, explicou a enfermeira Fernanda Silva para a reportagem do Jornal O Diário.
O acompanhamento com fisioterapeuta é indispensável para que o paciente tenha uma rápida recuperação sem adquirir graves sequelas. “Quanto mais cedo o diagnóstico, mais rápido será o encaminhamento para o fisioterapeuta e melhor será o tratamento do paciente, o que pode evitar sequelas como a neurite”, disse o fisioterapeuta André de Brito a nossa equipe.
A transmissão da doença se dá por meio da convivência muito próxima e prolongada com o doente, na forma transmissora chamada de multibacilar, por indivíduos que não se encontrem em tratamento. Se dá por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz. A enfermeira Fernanda explica que tocar a pele do paciente não transmite a Hanseníase e o período de incubação (tempo entre a aquisição da doença e da manifestação dos sintomas) varia de seis meses a cinco anos. A maneira como ela se manifesta será de acordo com a genética de cada pessoa.
Apesar do número de casos da doença ainda continuar elevado, o município de Alta Floresta tornou-se destaque no estado de Mato Grosso por conta da realização de muitos mutirões pela cidade no combate a doença. Nesses mutirões, é possível avaliar um grande número de pacientes consequentemente tornando detectável vários casos. O último mutirão realizado foi na Cadeia Pública de Alta Floresta, onde 7 detentos foram confirmados com a doença. Além do mutirão, a equipe do Centro de Hanseníase realiza palestras com informações sobre a doença em escolas, unidades básicas de saúde e em 2017, realizou também um Pit Stop informativo no estacionamento do supermercado Del Moro. A equipe informa que qualquer empresa pode pedir a realização de uma palestra sobre a hanseníase para os seus respectivos funcionários, basta entrar em contato com o CEM pelo telefone (66) 3521-1360 e agendar, ou indo direto a sua sede localizada na esquina da Rua B-2.
Janeiro Roxo – Neste mês de janeiro é realizada a campanha Janeiro Roxo, que visa conscientizar a população sobre a hanseníase, uma doença crônica, infectocontagiosa e que atinge a pele e os nervos periféricos. Manchas no corpo, com diminuição ou perda de sensibilidade, podem ser sinais do problema.
A hanseníase pode levar a sérias incapacidades físicas e é uma das mais antigas doenças a acometer o homem. Com o avanço da ciência, há mais de 20 anos que a enfermidade tem tratamento e cura.

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