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Com termo de parceria, secretarias de Agricultura e Meio Ambiente irão para o prédio da Ceplac

Da redação

CACAU MT


Foto ilustrativa em MT

Foi assinado ontem um termo de parceira em que a Ceplac e Secretaria de Agricultura de Alta Floresta irão unir forças para dar suporte aos pequenos e médios produtores rurais com informações técnicas e com melhores condições de atendimento às demandas dos agricultores. Pelo termo, a prefeitura irá recuperar o prédio da Ceplac, localizado no centro da cidade e terá a possibilidade de ocupar a estrutura física por meio das secretarias de Agricultura; e de Meio Ambiente. Em contrapartida, Ceplac e município farão uma série de ações conjuntas que visam fortalecer as atividades dos órgãos de assistência.

“Este convênio com a Ceplac prevê a cessão de algumas salas para a Agricultura e o Meio Ambiente e parcerias junto ao viveiro de mudas e a estação experimental para incentivar a lavou cacaueira”, explicou o prefeito com exclusividade ao O Diário. “A Ceplac está com muitas novidades e eu creio que nós poderemos incentivar esta lavoura principalmente para o pequeno agricultor e a agricultura familiar”, planejou o prefeito Asiel Bezerra de Araujo no momento da assinatura do termo.

Na avaliação do prefeito altaflorestense, a região de Alta Floresta é muito rica e propícia ao agronegócio e o poder público tem feito os esforços no sentido de dotar a agricultura e pecuária das informações e estrura necessária para se desenvolver. “Nossa região foi colonizada com o objetivo da agropecuária e a aptidão da nossa região é justamente a agropecuária, então estamos incentivando, o município está incentivando a agricultura familiar, a agricultura média e o grande agricultor, são eventos voltados a agricultura, desde o pequeno até o grande”, explicou, falando sobre o evento de agronegócio que está previsto para os dias 5 e 6 de outubro próximo. “O futuro dessa região é agropecuária, a base da economia é agropecuária, é uma das ultimas fronteiras agrícolas do mundo que se pode plantar sem devastar o meio ambiente e o futuro disso aqui, junto com a agropecuária é muito grande”, afirmou.

Para Nilton José da Conceição, agrônomo do Centro de Extensão da Bahia, o cacau é viável. Atualmente o cacau brasileiro é apenas a 6ª economia do mundo e, de autossuficiente, o Brasil passou a importar cacau principalmente da África. O objetivo com os incentivos que estão sendo propostos é devolver a autossuficiência ao país para depois pensar em exportação.

O agrônomo veio à Alta Floresta para fazer uma análise da potencialidade atual e também para apresentar um programa que, experimentado na Bahia, começou a ser implantado há 4 anos em Rondônia, hoje responsável pelo escritório de Alta Floresta. “A ideia é entrar com um programa que nós estamos chamando de modernização da cacauicultura, isso a gente vem fazendo na Bahia, pós vassoura de bruxa, que foi uma catástrofe lá pra Bahia, então a gente já consegue recuperar áreas de cacau decadentes, degradadas com altas produtividades, colhendo acima de 1.500 quilos por hectares”, explicou à reportagem do O Diário.

O programa visa implantar áreas demonstrativas com clones de cacau, que têm alta tolerância à vassoura de bruxa e alta produtividade, “são plantas que produzem rápido e o produtor vai ter plantas pequenas, que maneja mais fácil”, explicou. Estas áreas demonstrativas serão consideradas “vitrines”.

“A gente acredita muito, porque a região tem um potencial muito grande, aqui já teve um grande polo de cacau e pode voltar a ter, essa é a minha ideia de vir e fazer essa primeira avaliação e ver como a gente vai montar estas áreas demonstrativas que serão as vitrine de cacau”, afirmou o agrônomo.

Para o secretário de Agricultura, Altamir Pereira, a primeira etapa é recuperar áreas de “cacau safreiro”, com mais de 20 anos, aproveitar o sistema radicular que já existe e fazer a clonagem em novos brotos, “nós já identificamos uma propriedade que justifica o processo do cacau em Alta Floresta, que é a fazenda Caiabi, esse produtor já disponibilizou pra gente fazer esta unidade de demonstração e lá a gente vai montar uma área de recuperação de broto basal que é um cacau velho e implantar uma nova área com material clonal com alta produtividade, após isso a gente vai identificar um novo produtor na região, pra implantar o mesmo sistema”, afirmou.

Sobre a secretaria – Altamir Pereira afirmou que a nova estrutura será de vital importância para melhorar o atendimento ao produtor rural, sendo também importante par a a própria Ceplac, em função da parceria. “A gente tem uma estrutura moderna, confortável, ampla, a gente fica muito feliz em conseguir isso ai porque a gente vai poder dar condições melhores para os profissionais e com nossos produtores”, finalizou.

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