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Deputado paga propina de R$ 7 milhões para ex-governador de MT

O deputado estadual Ondanir Bortolini, o “Nininho” (PSD), teria repassado uma propina de R$ 7 milhões ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB) para o Estado autorizar o aumento da tarifa de um pedágio na rodovia MT-130. A rodovia liga Primavera do Leste à Rondonópolis, municípios que localizam-se à 237 km e 216 km de Cuiabá respectivamente.

A informação foi dada pelo próprio ex-governador em seu acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, no dia 9 de agosto de 2017. Até então em sigilo, Fux determinou na última sexta-feira (25) que os depoimentos sejam publicamente acessíveis. Nininho teria procurado Silval acompanhado de um diretor da concessionária que administra o trecho, a Morro da Mesa. “O colaborador foi procurado pelo deputado estadual Nininho, sendo que Nininho e um dos diretores da concessionária Morro da Mesa, chamado Eloi Bruneta, disseram para o colaborador que gostariam de aumentar a tarifa do pedágio pedindo para o governo autorizar o aumento, através da Sinfra ou Ager”, diz trecho da colaboração premiada.

Sinfra, como Silval se refere, é a sigla de Secretaria de Estado de Infraestrutura e tem entre suas responsabilidades licitar a cobrança das praças de pedágio. Já a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager) é uma autarquia estadual que possui o dever de “normatizar, padronizar, conceder e fixar tarifas dos serviços públicos delegados”.

De acordo com o ex-governador, Nininho propôs, junto ao diretor da Morro da Mesa, Eloi Bruneta, o pagamento de R$ 7 milhões em propina para conseguir o aumento da tarifa. Silval concordou com o negócio. “Nessa reunião, Nininho e Eloi Bruneta prometeram ao colaborador em torno de R$ 7 milhões de reais no caso do governo conseguir o aumento da tarifa, tendo o colaborador concordado e determinado para o Secretario da Sinfra na época dos fatos executar o aumento da tarifa”, disse o ex-governador em seu depoimento.

PARCELAMENTO

Silval Barbosa afirmou ainda que os pagamentos foram realizados por meio de“22 ou 23 cheques mensais de uma empresa que pertencia a Nininho. Cada cheque foi emitido no valor de R$ 300 mil.

Segundo Silval, os valores foram pagos até 2013 ou 2014 e seriam utilizados para a quitação de débitos de campanha. “O colaborador tem conhecimento que após o aumento da tarifa o deputado Nininho repassou para o colaborador 22 ou 23 cheques mensais no valor aproximado de R$ 300 mil cada se recordando que eram cheques de uma empresa que pertencia a Nininho. O colaborador foi usando os valores para pagamento das dívidas, sabendo que o pagamento cessou no ano de 2013 ou 2014”, comentou. (FolhaMax)Nininho

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