Mato Grosso encerrou julho de 2026 com um cenário contrastante no mercado de combustíveis: o estado registrou o etanol hidratado mais barato do Centro-Oeste, mas também apresentou a gasolina comum com o maior preço médio da região. Os dados fazem parte do levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), que acompanha os valores praticados nos postos de abastecimento.
De acordo com o levantamento, o litro do etanol em Mato Grosso terminou o mês com preço médio de R$ 4,00, colocando o estado na liderança regional entre os menores valores para o biocombustível. A redução está relacionada principalmente ao período de maior oferta do produto durante a safra de cana-de-açúcar, movimento que contribuiu para pressionar os preços para baixo.
Na contramão do etanol, a gasolina apresentou resultado menos favorável aos consumidores mato-grossenses. O combustível fechou julho com média de R$ 6,99 por litro, o maior valor registrado entre os estados do Centro-Oeste, mesmo após uma variação considerada pequena, de alta de 0,14% no período.
O levantamento também apontou queda em outros combustíveis comercializados na região Centro-Oeste. O diesel comum e o diesel S-10 acompanharam a tendência de redução observada no mercado, com recuos nos preços médios durante o período analisado. No caso do etanol, a retração foi um dos principais destaques do comportamento dos combustíveis no mês.
A diferença entre os preços do etanol e da gasolina também influencia a escolha dos motoristas de veículos flex. Em Mato Grosso, onde a produção de etanol tem forte participação econômica, a oferta do biocombustível durante a safra costuma favorecer preços mais competitivos, embora fatores como logística, custos de distribuição e mercado regional continuem interferindo no valor final encontrado nas bombas.
Mato Grosso terminou julho mantendo a posição de estado com o etanol mais barato do Centro-Oeste e, simultaneamente, com a gasolina mais cara da região. A principal mudança em relação aos meses anteriores foi a consolidação da queda do etanol, enquanto a gasolina permaneceu pressionada, ampliando a diferença entre os dois combustíveis para os consumidores mato-grossenses.












