A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na quinta-feira (30), a Operação Replay para desarticular o núcleo financeiro do Comando Vermelho no estado. A ação, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), teve como alvo 15 investigados suspeitos de integrar um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio da facção criminosa. Além de Mato Grosso, mandados judiciais também foram cumpridos nos estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro.
As investigações apontam que o grupo era responsável por movimentar recursos obtidos com atividades criminosas, utilizando empresas, contas bancárias, familiares e pessoas interpostas para dificultar o rastreamento do dinheiro. Segundo a Polícia Civil, o núcleo seria ligado ao tesoureiro da organização criminosa em Mato Grosso, identificado como Paulo Witter Farias, conhecido pelo apelido de “WT”. Durante a operação, a Justiça determinou o cumprimento de mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, além do bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados.
Entre os alvos estão empresários, uma advogada, jogadores de futebol amador, familiares de integrantes da facção e pessoas apontadas como responsáveis por ocultar bens e movimentar recursos da organização criminosa. Conforme a investigação, o grupo teria adquirido imóveis, veículos e outros patrimônios em nome de terceiros para mascarar a origem ilícita dos valores provenientes, principalmente, do tráfico de drogas.
A Operação Replay é resultado de meses de investigação da Draco e faz parte da estratégia da Polícia Civil para enfraquecer financeiramente o Comando Vermelho em Mato Grosso. As diligências continuam para identificar outros integrantes do esquema e recuperar valores obtidos de forma ilegal. Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, conforme o avanço das apurações.
A Câmara Municipal de Cuiabá exonerou o assessor parlamentar Brunno Passos da Silva, um dos presos na Operação Replay, a pedido do gabinete do vereador ao qual era vinculado. Além disso, a Polícia Civil confirmou o cumprimento integral dos mandados de prisão e manteve as investigações para identificar outros envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho.












