Carne suína ganha espaço como opção saudável na merenda escolar

A carne suína vem sendo apresentada como uma alternativa saudável, nutritiva e acessível para a alimentação escolar em diferentes regiões do país. O tema foi destaque durante o 4º Encontro Nacional dos Conselhos de Alimentação Escolar e Agricultura Familiar, realizado em Mato Grosso, reunindo mais de 200 profissionais ligados à nutrição, alimentação escolar e agricultura familiar.

Durante o evento, a nutricionista e pesquisadora da cadeia suinícola Thaliane Dias defendeu a inclusão da proteína no cardápio das escolas públicas. Segundo ela, a carne suína possui alto valor nutricional, sendo rica em ferro, vitaminas e proteínas de qualidade. A especialista destacou ainda que o alimento se enquadra nas diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), por ser considerado um alimento in natura e saudável.

O presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, afirmou que a iniciativa também busca derrubar antigos preconceitos relacionados à carne suína. Ele ressaltou que a proteína é saudável, possui preço competitivo em relação a outras carnes e pode ajudar na formação de hábitos alimentares desde a infância. Já o presidente do Conselho de Alimentação Escolar de Mato Grosso, Concélio Ribeiro Junior, afirmou que a participação da proteína na merenda contribui para o desenvolvimento infantil e amplia a oferta de refeições nutritivas aos estudantes.

Estudos e materiais técnicos ligados à alimentação escolar reforçam que a carne suína possui proteínas de alto valor biológico e boa digestibilidade, além de baixo potencial alergênico. Documentos da área nutricional também apontam que cortes magros, como o lombo suíno, apresentam níveis reduzidos de gordura em comparação ao que parte da população ainda imagina.

A discussão ocorre em meio ao fortalecimento de políticas públicas voltadas à alimentação saudável nas escolas brasileiras. As diretrizes atuais do PNAE priorizam alimentos in natura e minimamente processados, ao mesmo tempo em que restringem ultraprocessados e embutidos nas refeições escolares. Especialistas defendem que a diversificação das fontes de proteína pode melhorar a qualidade nutricional da merenda e incentivar hábitos alimentares mais equilibrados entre crianças e adolescentes.

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