Idoso dado como morto é encontrado vivo em funerária no interior de SP

Um caso impressionante registrado no interior de São Paulo está sendo investigado pela Polícia Civil após um idoso de 88 anos, morador de Emilianópolis, ser declarado morto e posteriormente encontrado vivo dentro de uma funerária. O episódio aconteceu depois que o homem deu entrada na Santa Casa de Presidente Bernardes no sábado, 16 de maio de 2026, após ser socorrido e encaminhado para atendimento médico.

Segundo as informações da ocorrência, a médica de plantão da unidade hospitalar atestou a morte do idoso por “insuficiência respiratória” e chegou a emitir a certidão de óbito. Após a confirmação da suposta morte, uma funerária foi acionada para realizar o transporte do corpo até Presidente Prudente, onde seriam feitos os procedimentos preparatórios para o velório.

No entanto, durante a preparação do corpo, funcionários da funerária perceberam que o homem apresentava sinais vitais. De acordo com os relatos, o idoso respirava e fazia movimentos, o que causou espanto entre os trabalhadores do local. Diante da situação, o Serviço de Atendimento Médico de Emergência (Same) foi imediatamente acionado para prestar socorro.

Após o atendimento inicial, o homem foi encaminhado para a Santa Casa de Presidente Prudente, onde permanece internado. Segundo as informações divulgadas até o momento, o quadro de saúde dele é considerado estável. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar e autoridades da região devido à gravidade da situação e às circunstâncias envolvendo a falsa constatação de óbito.

A Polícia Civil registrou o caso como “omissão de socorro” e apreendeu a certidão de óbito emitida pela unidade hospitalar. A Delegacia de Presidente Bernardes conduz as investigações para esclarecer como ocorreu o procedimento de verificação da morte e se houve falhas nos protocolos adotados pela Santa Casa. O nome da médica responsável pelo atestado não foi divulgado pelas autoridades.

Em nota, a Santa Casa de Presidente Bernardes informou que não irá se manifestar enquanto a apuração estiver em andamento. Até o momento, também não foram divulgadas informações adicionais sobre o histórico clínico do idoso nem sobre possíveis responsabilizações envolvendo os profissionais que participaram do atendimento. As investigações seguem em curso.

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