Nova denúncia alimenta as controvérsias em torno da cinebiografia Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Segundo o perfil Vinicios Betiol, no X, o jornalista Leandro Demori confirmou que a residência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, avaliada em cerca de R$ 3,6 milhões, foi adquirida por operador de fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Até então, a ligação era tratada como suspeita pela Polícia Federal.
O caso faz parte de um escândalo maior. Reportagens do Intercept Brasil revelaram que o senador Flávio Bolsonaro articulou aporte de até R$ 134 milhões junto a Vorcaro (preso em investigação de fraudes no Banco Master), com cerca de R$ 61 milhões já transferidos. Eduardo Bolsonaro atuou como produtor-executivo do longa, que tem Jim Caviezel no papel principal e estreia prevista para setembro de 2026.
A produtora Go Up Entertainment nega irregularidades e afirma que o filme conta com múltiplos investidores privados. A família Bolsonaro defende que se trata de captação legítima, sem uso de recursos públicos. No entanto, o Coaf e a PF investigam os fluxos, incluindo possível desvio para despesas pessoais e conexões com recursos de fundos de pensão e governos estaduais.
Enquanto opositores veem indícios de esquema grave, aliados falam em lawfare e tentativa de desgaste político às vésperas das eleições. A Polícia Federal mantém o caso sob sigilo, mas as revelações sucessivas têm impactado a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.












