O Brasil alcançou nesta semana a marca de um milhão de gestantes imunizadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. O avanço foi celebrado na semana do Dia das Mães e representa um marco importante para a saúde pública, especialmente após a incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025.
A bronquiolite é uma infecção respiratória que atinge principalmente crianças com menos de dois anos de idade e provoca inflamação dos bronquíolos, estruturas responsáveis pela passagem de ar nos pulmões. Entre os sintomas mais comuns estão coriza, tosse, febre, espirros, chiado no peito e dificuldade respiratória. Nos casos mais graves, os bebês podem apresentar dificuldade para se alimentar, episódios de apneia, vômitos e coloração azulada nos lábios e extremidades do corpo.
A vacina contra o VSR passou a ser oferecida gratuitamente pelo SUS após estudos apontarem elevada eficácia na prevenção de formas graves da doença. Segundo o Ministério da Saúde, o imunizante estimula a produção de anticorpos na gestante, que posteriormente são transferidos ao bebê durante a gravidez. Essa proteção é considerada fundamental nos primeiros meses de vida, fase em que os recém-nascidos apresentam maior vulnerabilidade a complicações respiratórias.
Dados apresentados pelo governo federal apontam que a vacina demonstrou eficácia de 81,8% na prevenção de quadros respiratórios graves em bebês nos primeiros 90 dias de vida. O Ministério da Saúde destaca ainda que a inclusão do imunizante na rede pública ampliou o acesso da população, já que na rede privada o custo da vacina pode ultrapassar R$ 1.500.
Durante agenda realizada nesta quarta-feira, 7 de maio de 2026, em Lauro de Freitas, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o país voltou a ocupar posição de destaque nas campanhas de imunização. “O Brasil reassumiu sua posição de liderança em vacinação. Conseguimos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e superamos o negacionismo daqueles que questionaram as vacinas e fragilizaram o Programa Nacional de Imunizações”, declarou.
Padilha também afirmou que o governo ampliou o calendário vacinal e fortaleceu o Programa Nacional de Imunizações nos últimos anos. Segundo ele, o objetivo é expandir o acesso da população às campanhas de imunização e reforçar a estrutura do SUS em todo o país.
O avanço da vacinação já começa a refletir nos indicadores de saúde infantil. De acordo com o Ministério da Saúde, até 18 de abril de 2026 houve redução de 52% nas internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave associada ao VSR, em comparação com o mesmo período de 2023. Os registros caíram de 6,8 mil para 3,2 mil casos. O número de mortes também apresentou queda de 63%, passando de 72 para 27 óbitos.
Ainda durante a visita à Bahia, Alexandre Padilha autorizou o início das obras da primeira maternidade municipal de Lauro de Freitas. O projeto contará com investimento imediato de R$ 103 milhões do Novo PAC Saúde para construção da unidade e compra de equipamentos. A maternidade terá capacidade para 100 leitos e deverá atender mais de 3 mil pacientes do município e cidades vizinhas da Região Metropolitana de Salvador.
Segundo o Ministério da Saúde, a unidade funcionará 24 horas por dia e oferecerá atendimentos de média e alta complexidade, incluindo internações, consultas ambulatoriais e serviços de emergência ginecológica e obstétrica.













