Empresária presa por suspeita de torturar doméstica grávida de 19 anos no Maranhão é transferida para São Luís
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, foi presa preventivamente na manhã de quinta-feira (7 de maio de 2026) em Teresina, no Piauí, e transferida para o Maranhão no mesmo dia. Ela é investigada por agressão, tortura e ameaça contra uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís.Os fatos teriam ocorrido em 17 de abril de 2026, na residência da empresária. De acordo com o depoimento da vítima, identificada como Samara Regina, a agressão começou após Carolina Sthela acusá-la de ter furtado um anel. A jovem relatou ter sido puxada pelos cabelos, derrubada no chão, agredida com socos, tapas, murros e pisões. A vítima afirmou ainda que um homem (posteriormente identificado como o policial militar Michael Bruno Lopes Santos) participou das agressões, segurando-a e ameaçando-a com uma arma de fogo.

A doméstica disse que trabalhou cerca de duas semanas para a empresária, recebendo apenas R$ 750, pagos de forma fracionada. Ela também denunciou condições precárias de trabalho, com jornada extensa e poucas pausas.
Prisão da empresáriaApós a decretação da prisão preventiva pela Justiça do Maranhão, a Polícia Civil localizou Carolina Sthela em Teresina, onde ela estava hospedada na casa de um familiar. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, ela foi abordada enquanto abastecia o veículo em um posto de gasolina e teria a intenção de seguir viagem. A defesa nega que ela estivesse fugindo e afirma que a empresária viajou para deixar o filho de 6 anos com parentes, pois não tinha com quem deixá-lo no Maranhão.
Carolina Sthela foi transferida para São Luís em um helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, algemada e acompanhada por agentes. Ela deve passar por audiência de custódia e prestar depoimento.
Participação do policial
O policial militar Michael Bruno Lopes Santos também teve a prisão preventiva decretada. Ele se apresentou voluntariamente à polícia em São Luís na tarde de quinta-feira (7) e foi preso. Em depoimento, ele negou ter agredido a vítima, mas confirmou que conhece Carolina Sthela há cerca de seis anos. O policial responde ainda a procedimento administrativo na Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão (PMMA).
Histórico da acusada
A empresária já possui condenação anterior por calúnia. Em caso anterior, ela acusou uma ex-babá de roubo e foi condenada a seis meses de detenção (pena convertida em prestação de serviços à comunidade) e ao pagamento de indenização por danos morais, que ainda não teria sido quitada, segundo a vítima anterior.
Repercussão
O caso ganhou grande visibilidade após a circulação de áudios atribuídos à empresária, nos quais ela narraria detalhes das agressões. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA) classificou os fatos como tortura qualificada e pediu rigor na investigação.
A vítima Samara Regina está recebendo assistência do governo do estado e da rede de proteção. A investigação, conduzida pela 21ª Delegacia de Polícia de Paço do Lumiar, continua para esclarecer todos os detalhes e possíveis outros envolvidos.
A defesa de Carolina Sthela afirmou que ela repudia qualquer forma de violência e que vai responder aos termos da lei, pedindo que não haja julgamento antecipado.
O governador Carlos Brandão acompanhou publicamente o caso e reforçou que as investigações seguem para punir os responsáveis.













