A eleição realizada no dia 30 de abril de 2026 pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Alta Floresta definiu Leandro Soares, representante da CDL na categoria usuários, como novo presidente, e Edmar Vila Nova do Sispumaf como vice-presidente. O processo ocorre em meio a um cenário de tensão que se arrasta desde 2025, marcado, inclusive, pela anulação da eleição anterior que havia eleito Carlos Eduardo Furim, após apontamentos de irregularidades e descumprimento de trâmites legais — como a ausência de registro da ata de eleição e a não votação de atas de reuniões, com intervenção do Conselho Estadual de Saúde à época.
Durante o período, o ambiente interno do conselho foi marcado por conflitos envolvendo a gestão anterior, além de relatos de supostas perseguições e tentativas de afastamento de conselheiros. No mesmo contexto, também surgiram denúncias atribuídas à condução da Secretaria Municipal de Saúde, sob responsabilidade do então secretário Marcelo Alécio Costa, algumas das quais teriam sido encaminhadas e seguem em análise na Justiça do Trabalho.
De acordo com conselheiros, parte dos conflitos teve origem em instabilidades na saúde municipal, incluindo questionamentos sobre o funcionamento de uma unidade apresentada como UPA, sem credenciamento junto ao Ministério da Saúde. A situação, segundo apontamentos já levados à imprensa e ao Ministério Público, poderia levar a população ao erro ao buscar atendimento, ampliando a preocupação com a transparência e a correta prestação dos serviços.
Diante desse cenário, a nova presidência assume sob forte responsabilidade. Com a representatividade da CDL à frente do conselho, a expectativa é de que o CMS reforce seu papel institucional na fiscalização, controle social e acompanhamento da aplicação dos recursos públicos da saúde, em um momento considerado sensível para a gestão municipal.
O espaço permanece aberto para manifestação dos citados.
Fonte: Cliquenoticias












