TRE corre atrás do eleitor em mutirões regionais

Uma série de mutirões organizados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso vem percorrendo diferentes regiões do estado com um objetivo direto, aumentar a participação da população nas eleições de 2026. A iniciativa aposta no atendimento itinerante como forma de alcançar eleitores que, por diversos motivos, ainda não regularizaram sua situação ou sequer emitiram o título.

As ações fazem parte de uma mobilização mais ampla da Justiça Eleitoral, que inclui projetos como o “Dia E” e outras frentes de atendimento descentralizado. A meta é ambiciosa, atingir pelo menos 98% de cobertura biométrica no estado antes do fechamento do cadastro eleitoral, previsto para maio. Atualmente, o índice já ultrapassa os 90%, mas ainda há milhares de eleitores fora do sistema biométrico.

Os mutirões têm sido realizados em áreas urbanas, rurais e até comunidades indígenas, levando serviços como emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral, regularização de pendências e atualização cadastral. Um dos diferenciais é que qualquer eleitor pode ser atendido em qualquer localidade, independentemente de onde reside ou vota, o que amplia o alcance da iniciativa.

Além da praticidade, a estratégia também busca atingir públicos específicos, como jovens em idade de primeiro voto e populações em situação de vulnerabilidade. Em algumas cidades, os atendimentos ocorrem em escolas, feiras e espaços públicos, facilitando o acesso e reduzindo a burocracia, um esforço claro para transformar obrigação em conveniência.

Embora os números indiquem avanço, o desafio permanece, fazer com que o eleitor compareça. Em cidades do interior, como Alta Floresta, onde a distância e o acesso ainda são fatores relevantes, ações desse tipo ganham peso extra, ao levar o serviço até onde o eleitor está, em vez de esperar que ele vá até a Justiça Eleitoral. Ainda não há

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