
O ouro encerrou a sessão desta sexta-feira (17) em alta diante da abertura no Estreito de Ormuz mexer com as expectativas de corte de juros nos Estados Unidos e enfraquecer o dólar.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 1,5%, a US$ 4.879,6 por onça-troy.
Já a prata para maio subiu 4%, a US$ 81,842 por onça-troy.
Na semana, o metal dourado avançou 1,9%, enquanto a prata saltou 7%.
O que impulsionou o ouro?
O avanço nas tratativas no Oriente Médio e a abertura do Estreito de Ormuz impulsionaram o ouro na sessão desta sexta-feira.
O ministro das Relações Exteriores do Irã declarou que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente liberada durante o restante do período de cessar-fogo, em consonância com a interrupção no conflito no Líbano.
A passagem de embarcações pelo estreito seguirá a rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos do Irã, acrescentou Abbas Araqchi em uma publicação no X.
Uma autoridade iraniana afirmou ainda que Teerã poderá voltar a fechar o Estreito de Ormuz, caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantenha o bloqueio naval na região.
Além disso, Trump disse ao site Axios que espera que o acordo com o Irã saia dentro de um ou dois dias. Segundo ele, negociadores dos EUA e do Irã provavelmente se reunirão neste fim de semana em Islamabad, capital do Paquistão.
O presidente norte-americano afirmou que o Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz e aceitou encerrar o seu programa nuclear indefinidamente, algo que não foi confirmado por porta-vozes do país persa.
Na quinta-feira (16), o cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel passou a vigorar às 18h (horário de Brasília). A campanha lançada por Israel foi um entrave nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump reiterou que os israelenses estão proibidos de realizar novos ataques ao Líbano.
Para os analistas do Commerzbank, as esperanças para o fim da guerra aliviam “as preocupações de que os bancos centrais terão que responder aos maiores riscos de inflação com uma política monetária mais restritiva, aumentando, assim, o custo de oportunidade de manter o ouro”.
Após as novidades no front diplomático, o mercado passou a acreditar na possibilidade de o Federal Reserve (Fed) cortar os juros em dezembro de 2026, segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group.
Também em reação ao noticiário geopolítico, o dólar recuou, deixando o ouro mais barato para compradores com moedas diferentes do dólar.
*Com informações de Estadão Conteúdo











