A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em decisão tomada na quarta-feira (15). A medida foi solicitada pelos filhos do ex-mandatário diante do agravamento de seu estado de saúde, especialmente em razão do avanço da doença de Alzheimer.
Segundo as informações, o pedido foi apresentado por Paulo Henrique, Luciana e Beatriz Cardoso, que recorreram ao Judiciário com base em laudos médicos. A documentação anexada ao processo aponta evolução no declínio cognitivo do ex-presidente, o que motivou a necessidade de uma representação legal para a condução de seus interesses civis.
Com a decisão judicial, o filho Paulo Henrique Cardoso foi nomeado curador provisório. Ele passa a ser responsável pelos atos civis, além da administração da vida financeira e patrimonial do ex-presidente, função que, de acordo com o processo, já vinha sendo exercida na prática antes da formalização pela Justiça.
Fernando Henrique Cardoso, que tem 94 anos e governou o Brasil por dois mandatos, enfrenta estágio avançado da doença. A interdição representa um marco jurídico importante, estabelecendo oficialmente a necessidade de acompanhamento e gestão de seus interesses por terceiros diante da progressão do quadro clínico.












