O Fundo Monetário Internacional, FMI, acendeu um alerta para a economia mundial ao indicar aumento no risco de recessão global em meio às tensões no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, o organismo revisou para cima a projeção de crescimento do Brasil, colocando o país em uma posição relativamente mais favorável no cenário internacional.
De acordo com o relatório mais recente, a previsão de crescimento da economia global para 2026 foi reduzida de 3,3% para 3,1%, refletindo os impactos da instabilidade geopolítica, especialmente sobre os preços de energia e as cadeias produtivas. O FMI avalia que, caso o conflito se intensifique e o petróleo ultrapasse patamares elevados, o mundo pode se aproximar de um cenário de recessão.
A escalada no Oriente Médio tem pressionado a inflação global e elevado o custo de produção em diversos países. Com isso, há risco de novos aumentos de juros por bancos centrais, o que tende a desacelerar ainda mais a atividade econômica. Em cenários mais extremos, a inflação global pode superar 6%, agravando o ambiente econômico e reduzindo o poder de consumo.
Apesar desse contexto desafiador, o Brasil aparece como uma exceção entre as principais economias. O FMI elevou a projeção de crescimento do país para 1,9% em 2026, impulsionado principalmente pelas exportações de petróleo e outras commodities. Ainda assim, o próprio fundo ressalta que o desempenho brasileiro depende de fatores externos e pode ser afetado caso a crise internacional se prolongue.












