Durante a 10ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Alta Floresta, o vereador Luciano (Darli Luciano da Silva) adotou uma postura incisiva de fiscalização, cobrando transparência em contratos públicos e propondo medidas drásticas para apurar denúncias na área da educação. O parlamentar concentrou seu discurso na criação de uma CPI, em supostas falhas na instalação de usinas fotovoltaicas e em cobranças indevidas de saneamento.
Investigação na Educação: O caminho para a CPI
Luciano defendeu abertamente a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Secretaria Municipal de Educação. A proposta surge após o Conselho Municipal de Educação (CME) protocolar uma representação formal denunciando indícios de ilegalidade, abuso de poder e interferência na autonomia do órgão. Segundo Luciano, os abusos por parte da secretária da pasta não são recentes e a investigação é necessária para que a Casa não fique apenas no “diz que me diz”.
A iniciativa de Luciano recebeu apoio imediato dos vereadores Dida e Darlan. Dida classificou a situação como um “cerceamento do direito ao trabalho” do conselho, enquanto Darlan reforçou a necessidade da investigação ao mencionar relatos de perseguição e assédio moral contra servidores. Para a abertura da CPI, Luciano destacou que são necessárias cinco assinaturas, das quais três já estão garantidas.
Denúncia de R$ 7,4 milhões: Energia Fotovoltaica sob suspeita
Outro ponto crucial do pronunciamento de Luciano foi a denúncia de irregularidades na execução de um contrato de R$ 7,4 milhões para instalação de energia solar no município. O vereador afirmou que a empresa contratada tentou realizar uma “instalação fracionada”, o que violaria os termos da ata de adesão.
Luciano informou que o caso já foi comunicado ao Ministério Público para que seja apurada a capacidade técnica da empresa. O parlamentar questionou a falta de estudos preliminares sobre a capacidade da rede elétrica local em suportar a carga gerada e exigiu que, caso o projeto não seja executado conforme o previsto, o recurso retorne aos cofres públicos.
Caos no Saneamento: Cobranças de esgoto em debate
O vereador também levou à tribuna a indignação de moradores com a concessionária Águas de Alta Floresta. Luciano denunciou que a empresa está notificando e emitindo faturas de cobrança de esgoto em residências onde a rede sequer existe. O parlamentar criticou o fato de o cidadão ter que abandonar suas atividades profissionais para “provar” que não possui o serviço na frente de sua casa.
Essa crítica foi endossada pelo presidente da Casa, Francisco Aíton, que classificou a situação como “coisa de desenho animado” ao relatar que a prefeitura precisa fiscalizar o contrato com mais rigor. No mesmo sentido, o vereador Darlan teve aprovado um requerimento solicitando informações detalhadas à concessionária sobre o sistema de abastecimento e reservatórios do município.
Ao final de sua atuação na sessão, Luciano teve aprovado o Requerimento nº 046/2026, que exige que a prefeitura envie à Câmara relatórios detalhados sobre todos os gastos realizados com publicidade institucional e propaganda desde o início de 2026.












