Onze governadores brasileiros deixaram oficialmente os seus cargos neste sábado (4) para disputar as eleições de outubro de 2026, no primeiro grande movimento do processo eleitoral que culminará com o pleito em 4 de outubro. A saída obedece à regra de desincompatibilização da Justiça Eleitoral, que exige que ocupantes de cargos públicos renunciem a funções executivas para concorrerem a outras posições.
Entre os que renunciaram estão nomes de grande peso nacional. Ronaldo Caiado (PSD‑GO) anunciou pré‑candidatura à Presidência da República, e Romeu Zema (Novo‑MG), após dois mandatos consecutivos, sinalizou intenção de disputar o mesmo cargo, embora ainda não tenha formalizado sua candidatura.
A maior parte dos governadores que deixaram seus postos busca vagas no Senado Federal, com nomes como Gladson Cameli (PP‑AC), Wilson Lima (União‑AM), Ibaneis Rocha (MDB‑DF) e Mauro Mendes (União‑MT) entre os que entraram na corrida por uma cadeira no Legislativo. Também renunciou Cláudio Castro (PL‑RJ), que enfrenta uma condição de inelegibilidade até 2030 e deverá disputar “sub judice”.
A desincompatibilização não se aplica a governadores que buscam a reeleição, e por isso nove permaneceram nos cargos para seguir na disputa estadual. A legislação eleitoral visa evitar que servidores usem a máquina pública para obter vantagem política, exigindo que deixem funções executivas seis meses antes do pleito.
Com o início formal da corrida eleitoral, vice‑governadores assumem temporariamente os estados cuja chefia foi deixada vazia, enquanto o país se prepara para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e um eventual segundo turno em 25 de outubro.













