Um estudante universitário de 21 anos foi preso preventivamente em Curitiba, no Paraná, acusado de exercer ilegalmente a medicina e de envolvimento na morte de uma paciente durante um procedimento estético irregular. A ação policial ocorreu no dia 1º de abril, após a Polícia Civil identificar que o jovem continuava atendendo clientes mesmo após denúncias sobre a prática ilegal.
Segundo as investigações, o estudante, que cursa biomedicina e não possui habilitação legal para atuar como profissional de saúde, se apresentava falsamente como biomédico e dentista para atrair clientes. Em maio de 2025, ele atendeu uma mulher de 66 anos em diferentes clínicas da capital paranaense, oferecendo intervenções invasivas como plasma facial, lipoaspiração de papada e lipoenxertia nos seios.
Após os procedimentos, a vítima apresentou complicações graves, evoluindo para infecção generalizada e choque séptico. Para tentar conter os efeitos da infecção, foi necessária a realização de uma mastectomia total, mas a idosa não resistiu e morreu em 2 de outubro de 2025. O caso passou a ser tratado como homicídio e exercício ilegal da medicina pelas autoridades.
Durante a operação que resultou na prisão, a polícia apreendeu medicamentos, seringas e outros materiais utilizados nos procedimentos. A investigação segue para apurar se existem outras possíveis vítimas atendidas de forma irregular pelo estudante. O caso chama atenção para os riscos do exercício clandestino de práticas médicas e estéticas, reforçando a necessidade de fiscalização para proteger a saúde da população.












