Divergente: Diretor antiterrorismo dos EUA pede demissão e critica guerra

A saída de Joe Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, expôs divergências internas no governo do presidente Donald Trump em relação à guerra no Irã. Em carta publicada nas redes sociais, o agora ex-integrante da administração afirmou que decidiu deixar o cargo por discordar da condução do conflito e aconselhou o presidente a “reverter o curso” da operação militar.

Kent, que tem 45 anos, é veterano da CIA e das forças especiais americanas, além de ser considerado um aliado de longa data de Trump. No documento, ele declarou que o Irã não representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos e sustentou que o país entrou na guerra sob pressão de Israel e de seu lobby em território americano. A crítica marca a manifestação pública mais contundente de um alto funcionário contra a atual estratégia do governo.

A Casa Branca reagiu rapidamente, contestando as declarações e afirmando que o presidente possui evidências consideradas convincentes de que o Irã planejava atacar os Estados Unidos. Em pronunciamento no Salão Oval, Trump classificou Kent como um “bom rapaz”, mas disse que ele demonstrava fragilidade em questões de segurança, reforçando que discorda da avaliação feita pelo ex-diretor.

Com a renúncia, Kent se torna o membro de mais alto escalão do governo a criticar abertamente a atuação conjunta dos Estados Unidos e de Israel no conflito. Na carta, ele ainda afirmou que autoridades israelenses e jornalistas influentes teriam disseminado desinformação, o que, segundo ele, contribuiu para afastar o governo da política “América em Primeiro Lugar”.

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