FIFA monitora situação após ataques no Irã e examina participação da seleção no Mundial

A entidade máxima do futebol, a FIFA, disse que está observando atentamente os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, em meio às tensões geradas pelos ataques ao território iraniano, a poucos meses do início da Copa do Mundo de 2026. A competição será realizada em conjunto nos Estados Unidos, Canadá e México, entre junho e julho deste ano.

Em encontro organizado paralelamente às discussões sobre mudanças nas regras do futebol, o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, afirmou que a organização tem acompanhado as notícias sobre a situação no Irã e que “seria prematuro comentar sem saber detalhes”, mas que o foco da entidade é garantir um torneio seguro com a participação de todas as seleções qualificadas. A declaração busca tranquilizar atletas, torcedores e países anfitriões diante da escalada do conflito.

A seleção iraniana já está classificada para o Mundial e foi sorteada no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com sua estreia marcada para 15 de junho em Los Angeles. Apesar de participar normalmente do sorteio e seguir inscrita no evento, dirigentes do futebol iraniano levantaram dúvidas sobre a participação do time na Copa, diante da situação de segurança e da crise política desencadeada pelos ataques.

Em Teerã, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, considerou “imprópria” a participação da seleção no Mundial após os ataques, afirmando que as condições tornam difícil olhar para o evento com esperança, ainda que não tenha ocorrido uma decisão oficial de retirada. Essa incerteza coloca em foco os desafios de conciliar o esporte de alto nível com um cenário de instabilidade geopolítica, e a FIFA segue em contato com as autoridades dos países envolvidos, avaliando continuamente os desdobramentos.

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