O forte terremoto registrado na costa do sul do México na sexta-feira, 17 de julho de 2026, também provocou momentos de tensão na Guatemala. O abalo sísmico, que teve magnitude revisada para 7,3 pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foi sentido em diversas cidades guatemaltecas e levou moradores e trabalhadores a deixarem residências e edifícios enquanto os protocolos de segurança eram colocados em prática.
Na Cidade da Guatemala, prédios balançaram com intensidade suficiente para provocar evacuações preventivas. Imagens exibidas pela imprensa local mostraram servidores públicos deixando um prédio do governo durante o acionamento dos procedimentos de emergência. Segundo o presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, não havia registro de vítimas até a atualização mais recente das autoridades.
Moradores relataram momentos de medo durante o tremor. O contador Alexander Valdez, de 29 anos, contou à Reuters que o abalo o fez recordar os recentes terremotos ocorridos na Venezuela. “Fiquei com muito medo e isso me lembrou do terremoto recente na Venezuela. Então, saí correndo e desci as escadas, porque moro no oitavo andar. O tremor não parava”, afirmou. Outro morador, Adolfo Zacarias, de 43 anos, disse que procurou abrigo sob uma coluna estrutural assim que percebeu o início do tremor e destacou que as lembranças dos desastres recentes aumentaram o sentimento de preocupação.
O epicentro do terremoto foi localizado no Oceano Pacífico, próximo à cidade de Puerto Madero, em Chiapas, no sul do México. O tremor motivou a emissão de um alerta preventivo de tsunami para áreas próximas ao epicentro, posteriormente reduzido pelas autoridades. Tanto o governo mexicano quanto o guatemalteco informaram que os protocolos de emergência permaneceram ativos para monitorar possíveis réplicas e avaliar eventuais danos à infraestrutura, enquanto equipes de proteção civil continuaram as inspeções nas regiões afetadas.












