O Super El Niño deve alcançar seu período de maior intensidade entre outubro e dezembro de 2026, segundo projeções de centros internacionais de monitoramento climático. O fenômeno, confirmado em junho deste ano, já começou a modificar o padrão atmosférico sobre o Brasil e tende a intensificar seus efeitos durante o segundo semestre. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), existe 81% de probabilidade de que o evento alcance a categoria “muito forte”, o que pode colocá-lo entre os mais intensos já observados desde o início dos registros históricos.
Os impactos deverão variar entre as regiões brasileiras. A tendência é de chuvas acima da média no Sul, com maior frequência de frentes frias e risco de temporais, enquanto o Norte e parte do Nordeste podem enfrentar redução das precipitações e períodos de seca mais prolongados. No Centro-Oeste e no Sudeste, a expectativa é de temperaturas acima da média, embora episódios de chuva intensa também possam ocorrer em determinados períodos, dependendo da atuação de outros sistemas meteorológicos.
Especialistas destacam que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial é o principal fator responsável pelo fortalecimento do El Niño. A nota técnica conjunta elaborada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pela Funceme e pelo Censipam explica que o fenômeno altera a circulação atmosférica em escala global, influenciando os regimes de chuva e temperatura em diversas partes do planeta. Apesar das projeções apontarem para um evento de grande intensidade, os órgãos de monitoramento ressaltam que a evolução do fenômeno continuará sendo acompanhada continuamente.
As previsões indicam que os efeitos mais significativos deverão ser percebidos justamente entre outubro e dezembro, período em que o fenômeno costuma atingir seu auge. Meteorologistas recomendam que produtores rurais, gestores públicos e a população acompanhem os boletins oficiais divulgados pelo INPE, pelo Inmet e pelos centros internacionais de previsão climática, uma vez que os impactos regionais podem sofrer alterações conforme novas atualizações dos modelos meteorológicos forem divulgadas.












