Especialista afirma que futuro presidente não terá economia em “terra arrasada”

O sócio‑sênior do banco de investimentos BTG Pactual, André Esteves, afirmou em um evento financeiro que o próximo presidente do Brasil, eleito nas eleições de 2026, não vai assumir uma economia em “terra arrasada”, como ocorreu em momentos difíceis do passado com outros governantes. As declarações foram feitas durante a CEO Conference 2026, evento que reuniu gestores e analistas para discutir perspectivas econômicas do país.

Segundo Esteves, embora a economia brasileira enfrente desafios estruturais, o cenário atual é mais favorável do que muitos imaginam, especialmente quando comparado a situações de crise vividas em transições de governo anteriores. Ele citou períodos em que a economia estava em condições muito ruins antes da posse de presidentes, e destacou que isso não deve se repetir em 2027, independentemente de quem vença a eleição.

O executivo enumerou fatores que contribuem para essa visão mais otimista, como a perspectiva de queda da inflação, que pode recuar de valores acima de 4% para perto de 3%, a tendência de redução da taxa básica de juros e o volume de reservas cambiais. Além disso, a taxa de desemprego no país se mantém em níveis relativamente baixos, o que reforça uma base econômica menos deteriorada.

Apesar do otimismo moderado, Esteves reconheceu que a economia brasileira ainda enfrenta desafios, principalmente no campo fiscal, em que ajustes e reformas continuam a ser necessários. A chamada batalha entre aspectos institucionais e não institucionais da economia também foi mencionada pelo economista, que acredita que a manutenção de políticas claras e estáveis pode ajudar no fortalecimento do ambiente econômico nos próximos anos.

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