A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) surgiu na política em meio às manifestações contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2015. Advogada e empresária — dona de um motel em Campo Grande (MS) —, a senadora se juntou a grupos pró-impeachment que surgiram naquela época, com forte discurso anti-corrupção.
Nascida em Dourados (MS), ela ficou mais conhecida na capital sul-mato-grossense em meados de 2016 e 2017, quando ajuizou ações populares contra o grupo JBS e o então governador do Estado, Reinaldo Azambuja (na época no PSDB), por um suposto esquema de pagamento de propinas.
Na mesma época, ela também apresentou um pedido de impeachment contra o governador, que não foi exitoso.
Chegou a mandar prender o então prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (União Brasil), por descumprir uma liminar que obrigava a Prefeitura a disponibilizar professor especializado em educação especial para sua cliente, uma menina de 9 anos com Síndrome de Down.
Oficializou-se na política ao se filiar ao partido Novo ainda em 2017. No ano seguinte, mudou para o PSL, então sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por onde se candidatou ao senado pelo Mato Grosso do Sul como “a senadora do Bolsonaro”.
Embora não performasse nas pesquisas eleitorais, aparecendo sempre com menos de 10% das intenções de voto e nunca entre os três primeiros candidatos, teve a força da legenda e acabou eleita com 16% dos votos válidos.













