O Brasil registrou seis mortes suspeitas de pancreatite possivelmente associadas ao uso das chamadas canetas emagrecedoras, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reunidos no sistema de monitoramento de eventos adversos relacionado a medicamentos entre 2020 e dezembro de 2025. As notificações também somam cerca de 145 casos de suspeita de inflamação do pâncreas em usuários desses produtos.
As ocorrências foram notificadas ao sistema VigiMed da Anvisa, que recolhe relatos de reações adversas de medicamentos no país. Entre os princípios ativos envolvidos estão substâncias que atuam como agonistas do receptor GLP‑1, como semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida, normalmente prescritos para diabetes e controle de peso.
A agência reguladora alertou para o risco de pancreatite aguda, incluindo formas graves da inflamação, quando o medicamento é usado de forma inadequada ou sem acompanhamento médico. A possibilidade de pancreatite já constava nas bulas aprovadas, mas a Anvisa reforçou orientações de segurança diante do aumento das notificações no Brasil e no exterior, sinalizando a importância de prescrição e acompanhamento profissional.
Em junho de 2025, a Anvisa determinou que a venda desse tipo de medicamento só pudesse ocorrer mediante retenção da receita médica na farmácia ou drogaria, como forma de proteger os usuários e reduzir o uso indevido. A agência recomenda que pacientes que apresentem sintomas sugestivos de pancreatite, como dor abdominal intensa, náuseas e vômitos, procurem atendimento médico imediatamente, e que profissionais de saúde interrompam o tratamento ao suspeitar de reação adversa.












