Um casal que administrava um orfanato e estava na lista de procurados pela Interpol foi preso pela Polícia Federal em Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em uma operação conjunta com a polícia mineira e o Centro de Cooperação da Interpol no Rio de Janeiro. As prisões ocorreram na última quarta‑feira após mandados de prisão expedidos pela Justiça de Minas Gerais, segundo informações oficiais.
De acordo com a PF, o homem de 61 anos e a mulher de 69 anos eram responsáveis por um orfanato e adotaram várias crianças ao longo dos anos, mas as investigações apontaram a existência de suspeitas de abusos sexuais contra menores de idade relacionados à atuação do casal. Eles foram incluídos na lista de difusão vermelha da Interpol, que orienta a busca internacional por foragidos com condenações ou acusações graves.
O homem foi condenado definitivamente a 36 anos de prisão em regime fechado por estupro, e a mulher recebeu pena de 20 anos de reclusão, por crimes que incluem estupro qualificado, sequestro e cárcere privado. As penas refletem a gravidade das acusações que motivaram a atuação integrada das autoridades brasileiras e internacionais no caso.
Embora o episódio tenha ocorrido em Minas Gerais, ele chama a atenção para a importância do trabalho conjunto entre agências policiais e judiciárias no combate a crimes que envolvem crianças e adolescentes, bem como no cumprimento de mandados emitidos internacionalmente. Casos dessa natureza reforçam a necessidade de vigilância e proteção às menores em todos os estados brasileiros, inclusive em áreas rurais e urbanas de Mato Grosso, onde instituições de acolhimento e de proteção à infância também desempenham papel fundamental na garantia dos direitos das crianças.












