Um médico de 73 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, após ser investigado por **suspeita de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos durante atendimento em um hospital público em Campo Bom, no Vale do Sinos. O caso, que teria ocorrido em novembro de 2025, levou à detenção na última sexta‑feira após apurações da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas.
A investigação identificou indícios de que o médico teria cometido o crime enquanto realizava atendimento à vítima na unidade de saúde, gerando uma forte mobilização policial para esclarecer os fatos. O nome do profissional não foi divulgado e a Polícia Civil segue com as diligências para reunir mais provas e ouvir testemunhas envolvidas no processo.
Segundo os documentos da investigação, o médico já havia sido alvo de denúncias semelhantes no passado e responde a dois processos na Justiça por crimes de natureza sexual, o que motivou maior atenção das autoridades. Além disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) havia suspendido parcialmente seu registro profissional, impondo restrições à sua atuação no exercício da medicina.
O crime de estupro de vulnerável, conforme previsto no Código Penal Brasileiro, considera qualquer ato sexual contra menores de 14 anos como crime, independentemente de consentimento, e prevê pena de 8 a 15 anos de reclusão, dada a gravidade da ofensa e a proteção especial garantida às crianças e adolescentes pela legislação. Embora o caso seja investigado no Rio Grande do Sul, episódios dessa natureza reforçam a necessidade de vigilância e políticas de proteção à infância e juventude em todas as regiões do país.












