Exploração de madeira em Mato Grosso fica proibida até 1º de abril

Até o dia 1º de abril, a exploração florestal sustentável em Mato Grosso está proibida, segundo anúncio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). A medida, que entrou em vigor em 1º de fevereiro, envolve restrições ao corte, derrubada, arraste e transporte de toras de madeira em grande parte do estado. A intenção é proteger o solo e os ecossistemas dos impactos causados pela retirada e circulação de madeira durante a estação chuvosa.

Esse período proibitivo ocorre anualmente e atinge cerca de 6% do território mato-grossense, o que corresponde a aproximadamente 52 mil quilômetros quadrados de áreas com planos de manejo florestal sustentável autorizados pela Sema. Ao longo desses mais de dois meses, apenas o transporte de toras já estocadas e cadastradas no sistema Sisflora antes do início da proibição é permitido, como forma de evitar maiores impactos ambientais.

A restrição não é uniforme em todo o estado. Em municípios do Noroeste de Mato Grosso, na região amazônica, onde as chuvas são mais intensas, a proibição pode se estender até maio, observando condições climáticas locais. Cidades como Aripuanã, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Juína, Juruena e Rondolândia estão entre as áreas afetadas pela medida.

De acordo com as autoridades ambientais, a proibição segue uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e é regulamentada pela Câmara Técnica Florestal de Mato Grosso, como parte dos esforços para conciliar o desenvolvimento econômico com a conservação ambiental. Especialistas destacam que respeitar esse período é essencial para manter o equilíbrio entre economia, sociedade e meio ambiente, reduzindo o impacto da exploração madeireira durante as chuvas.

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