Cuba alerta companhias aéreas sobre iminente falta de combustível para voos

O governo de Cuba informou às companhias aéreas internacionais que operam no país que, em menos de 24 horas, o combustível de aviação poderá se esgotar, ameaçando a continuidade dos voos comerciais e internacionais. A comunicação foi feita por meio de um aviso oficial do sistema aeronáutico (NOTAM), que indica que o querosene usado em aviões, conhecido como Jet A-1, deixará de estar disponível nos aeroportos cubanos por um período prolongado.

Segundo o aviso, a falta de combustível começaria nesta segunda-feira e se estenderá por cerca de um mês, até pelo menos 11 de março, afetando todos os nove aeroportos internacionais de Cuba, incluindo os de Havana, Varadero, Cienfuegos, Santa Clara, Camagüey, Cayo Coco, Holguín, Santiago de Cuba e Manzanillo. Essa ausência de abastecimento pode obrigar aeronaves a trazerem combustível extra, realizarem escalas técnicas em outros países ou até cancelarem voos programados.

A crise ocorre em meio a uma grave escassez de energia no país, que o governo cubano atribui à pressão econômica e ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos, incluindo restrições ao fornecimento de petróleo. Autoridades internacionais e governos estrangeiros têm alertado sobre os impactos de prolongadas interrupções no fornecimento de combustível e energia, que já afetam serviços básicos em toda a ilha.

Até o momento, as companhias aéreas afetadas — entre elas operadores dos Estados Unidos, Espanha, Panamá e México, ainda não divulgaram oficialmente como enfrentarão a falta de combustível, mas especialistas do setor apontam que poderão ocorrer alterações de rotas, reduções de frequências ou até cancelamentos de voos enquanto a situação não se normaliza.

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