A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) oficializou nesta sexta-feira (6) a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar possíveis irregularidades em procedimentos licitatórios na Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2023. A medida foi formalizada por meio do Ato nº 004/2026/SSL/ALMT, publicado em edição extra do Diário Oficial do Parlamento estadual.
O requerimento para instalação da CPI foi apresentado pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD) e sancionado pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB). A comissão terá prazo inicial de 180 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogada conforme previsto na legislação federal. Os membros devem ser indicados pelos blocos parlamentares no prazo de cinco dias contados a partir da publicação oficial.
Segundo o documento oficial, a investigação será focada em denúncias que resultaram na deflagração da Operação Espelho pela Polícia Civil de Mato Grosso, que apura supostas práticas irregulares em contratos e procedimentos administrativos na área da saúde do estado. A CPI busca esclarecer atos realizados em processos licitatórios que teriam gerado prejuízos ao erário e culminado em medidas policiais e judiciais.
O autor do requerimento destacou a necessidade de uma apuração detalhada e transparente dos fatos, ressaltando a função fiscalizadora do Legislativo mesmo com investigações em andamento no âmbito policial e judicial. A CPI da Saúde, assim, passa a integrar o conjunto de mecanismos institucionais voltados para o controle e responsabilização de eventuais irregularidades na gestão pública da saúde em Mato Grosso.












