Leila critica atuação do Palmeiras e diz que não nasceu para ser vice

Durante reunião do Conselho Deliberativo do Palmeiras, a presidente Leila Pereira fez duras críticas ao desempenho da equipe na temporada e afirmou que não se conforma com resultados de vice-campeonato. Em discurso firme, a dirigente afastou justificativas externas e cobrou responsabilidade interna pelos tropeços em competições decisivas.

Leila questionou a atuação do time na Libertadores, destacando a falta de efetividade ofensiva como fator determinante para a eliminação. Segundo ela, não há como conquistar títulos sem desempenho em campo. “Como eu posso ser campeã da Libertadores se meus jogadores não deram um chute a gol? Vocês conhecem alguma forma de ganhar o jogo sem fazer gol? Eu não conheço”, afirmou.

A presidente também citou resultados negativos no Campeonato Brasileiro, especialmente partidas disputadas em casa, como empates ou derrotas contra adversários considerados tecnicamente inferiores. Para Leila, os tropeços não podem ser atribuídos à qualidade do elenco. “Como pode eu não vencer o Vitória em casa? Foi por causa do meu elenco? Óbvio que não. Meu sub-20 ganha do Vitória. Como é que eu não ganhei em casa do Fluminense? Não foi por incapacidade nossa? Claro que foi”, declarou.

Ao comentar reclamações recorrentes sobre arbitragem, Leila voltou a reforçar que o Palmeiras falhou em fazer sua parte dentro de campo. Ela citou lances polêmicos, mas ponderou que a falta de produção ofensiva inviabiliza qualquer discurso de injustiça. “Nós não perdemos a Libertadores por elenco nem por arbitragem. Posso até concordar que um atleta adversário deveria ter sido expulso, mas não demos um chute a gol. Como que eu vou reclamar de arbitragem se eu não fiz a minha parte?”, questionou.

Mesmo com as críticas, a dirigente avaliou a temporada de forma positiva, embora tenha deixado claro que o título é o objetivo principal. Leila atribuiu nota 9 ao desempenho do clube no ano. “Seria 10 se eu fosse campeã. Como não fui, fui vice, é 9”, afirmou.

Encerrando o discurso, a presidente reforçou seu perfil competitivo e garantiu que o Palmeiras seguirá lutando por conquistas em 2026. “Ano que vem nós vamos lutar porque eu não sou mulher que nasceu para ser vice. Eu não sou mulher que nasceu para ser coadjuvante. Eu nasci para ser protagonista, no Palmeiras também”, concluiu.

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