O encontro público marcado para debater a prestação dos serviços de energia elétrica em Alta Floresta e Região ficou marcado pelo que faltou, participação, compromisso e efetiva representação institucional. Apesar da convocação ampla, somente uma dezena de cidadãos, junto com servidores da Câmara Municipal de Alta Floresta, compareceram, dentre estes, representantes do legislativo local. Nenhum vereador ou representante regional, tampouco o corpo decisório da Energisa, esteve presente.
Segundo informações obtidas pela reportagem do O Diário, a concessionária, empresa pública responsável pela distribuição de energia em todo Estado, foi representada por um funcionário da base, sem qualificação formal para negociar ou responder por políticas ou planos de ação. A situação transmite, a olho nu, uma sensação de descompromisso.
No ano passado, em 2024, houve outra audiência pública da Energisa em Alta Floresta que, segundo relatos, “não levou a lugar nenhum”. A população permanece à espera de resultados sólidos. Embora em outubro tenha sido anunciada pelo gerente de Relações Institucionais da Energisa, Luís Carlos Moreira, a previsão de investimentos de cerca de R$ 15 milhões na subestação local, sem cronograma claro lançado até o momento.
A ausência da empresa e dos decisores públicos compromete o próprio objetivo da audiência, a transparência, a participação cidadã e o planejamento conjunto para solução de problemas.
A ausência da Energisa no evento que discutiria a Energisa, gera frustração na sociedade. Para muitos, a audiência pública vira mais um ato protocolar do que ferramenta eficaz de diálogo e controle social.
DA REDAÇÃO
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